domingo, 3 de outubro de 2010

Sensação de superação

Por Jaya Vellozo e Thays Mamoni


REGATA DA ESCOLA NAVAL – VASCO CAMPEÃO. Remadoras: Fabiana Beltrame, Cláudia Alencar, Kissya Cataldo, Camila Carvalho, Mariana Peinado, Fernanda Nunes, Gisele Santana (entrevistada) e Kátia Alencar.


As clínicas de estética e a busca por seus inúmeros tratamentos de beleza não param de crescer, porém nada se compara ao esporte na hora de se juntar saúde e beleza. Além da relação custo benefício que o mesmo pode apresentar, com um bom acompanhamento e bons exercícios, em qualquer lugar e a partir de qualquer momento você pode se tornar uma  atleta e fazer disso um estilo de vida.
A mulher como símbolo de feminilidade realmente tende a se preocupar com os resultados adquiridos em seu corpo com a prática do esporte, tendo a vã ilusão de que se tornará menos feminina. No entanto, muitas das atletas afirmam que se tornaram ainda mais “mulheres”. Tem-se como exemplo a remadora Gisele Santana de Freitas, 25 anos, praticante de Remo na categoria Sênior à Peso Leve do Clube Vasco da Gama - RJ, que apesar de praticar um esporte considerado por muitos um esporte masculino, garante: “Não interfere em nada, pois sou vaidosa e me cuido como qualquer outra mulher. Temos desejos e vontades femininas. O esporte não interfere na feminilidade como algo negativo, pelo contrário, ajuda e muito”.                                                                  
Ana Paula Pomim das Neves, 27 anos, renomada atleta na prática de atletismo, em Campinas, e qualificada personal training, deixa claro que no esporte existe a estética feminina e o que justifica essa afirmação é o motivo pelo qual a atleta se inseriu no esporte, um dos fatores que a fez começar a praticar e não parar mais. ”Resolvi começar a correr depois que um aluno me chamou para uma prova. Como já achava legal, resolvi tentar, e para perder uns quilinhos também’’, afirma.
Portanto, sabe-se que fazer com que um novo estilo de vida passe a ser habitual é muito complicado, principalmente no início (que requer um período de adaptação e aceitação tanto própria quanto dos que estão ao redor), e se tratando do assunto em questão – a mulher no esporte - isso é ainda mais complicado.  Quando essa dificuldade se junta ao preconceito, a força de vontade, principalmente no meio esportivo, precisa ser muito maior.
Como disse a personal Ana Paula, “existe uma dificuldade para o homem em aceitar participar de uma competição junto ao sexo oposto, tendo de admitir, muitas vezes, uma possível derrota”, completa.
Porém, o que Ana Paula afirma parece não modificar o tipo de tratamento entre atletas, tendo em vista o que acontece na vida da remadora Taíssa Beltrão, 30 anos, praticante de remo e colega de clube de Gisele Santana. A remadora aparenta estar muito satisfeita com o tratamento recebido por seus colegas, já que, desde que optou por ser atleta, poucas vezes se sentiu numa posição em que houvesse algum tipo de preconceito por questão do que pratica. “Com o remo o preconceito é um pouco maior, mas é mais brincadeira e implicância do público masculino.”
Taissa Beltrão no momento está afastada do remo por ter se tornado mãe recentemente, o que não a desestimula de um dia voltar a praticar. “Ser mulher atleta é se superar a cada dia, provar que você é capaz sempre de algo mais. Essa sensação é única e acho que é isso que motiva as pessoas”, finaliza.

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