Professor de Lutas e Musculação, Claudiney Meneghetti alerta para os perigos da vigorexia
A busca pelo corpo perfeito tem sido uma grande obsessão de muitos frequentadores de academias. Quando se começa a ultrapassar determinados limites, como uma rotina excessiva de exercícios que exige constantemente do corpo sem se importar com eventuais consequências, mesmo medicamente orientadas, isso pode desenvolver a vigorexia, um transtorno obsessivo compulsivo (TOC), que afeta tanto o estado psicológico quanto o físico do praticante.
A vigorexia não tem uma origem propriamente definida. Há muito tempo, indícios deste distúrbio já eram vistos na sociedade, conforme relata Claudiney Meneghetti, professor de lutas e musculação da Fórmula Academia. Principalmente no que se referiam às lutas, os mestres exigiam o máximo de seus alunos, não havia uma condição de treinamento adequada que aliasse saúde e alto rendimento.
Com o passar dos anos, a sociedade tem induzido as pessoas a sempre buscarem o corpo ideal a qualquer custo, sem se preocupar com as consequências disso. Essa extrema pressão exercida acaba acarretando em outro problema ligado à vigorexia, o uso de anabolizantes. Como bem aborda Meneghetti, em algum momento, a pessoa vigoréxica vai buscar um rendimento melhor. Quando isso acontece, faz-se o uso de substâncias ilegais e drogas que aumentam seu rendimento e proporcionam graves problemas à saúde.
A partir deste momento, a situação pode se agravar. São vários problemas decorridos da vigorexia. Andreza Fragozo Silvestre, avaliadora física da Fórmula Academia e que já manteve contato com pessoas que tiveram o transtorno, afirma: “Os grandes problemas são os psicológicos, de convívio. Em detrimento do próprio treino, ela abre mão de outras coisas. Outros problemas são os de lesão. A pessoa pode se machucar por excesso de treino. Acaba caindo na questão do Overtraining, uma sobrecarga desnecessária”.
Meneghetti acrescenta: “São efeitos colaterais bem severos. Disfunções hormonais, problemas no sistema nervoso central, mudanças na parte física e glandular. Podem ser desenvolvidos a ginecomastia, esterilidade, problemas na parte hepática (fígado), onde geralmente são metabolizados os hormônios e muitos outros danos pelo uso de esteróides anabolizantes”.
Apesar da dificuldade em se diagnosticar o problema, qualquer indício deve ser tratado com cautela. O primeiro passo é a conversa, mostrar para a pessoa que o excesso só a prejudicará. O acompanhamento do professor é fundamental para evitar o avanço da vigorexia.
Portanto, o ideal é a moderação, uma rotina adequada de exercícios que propicie um nível adequado, um corpo satisfatório e que não afete a saúde do praticante.

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